Identificado como Alisson Gonçalves, o ex-paraquedista carioca estava em casa no momento do crime; polícia acredita que ele possa ter sido confundido

A mulher do ex-militar paraquedista Alisson Gonçalves, de 35 anos, morto a tiros dentro de sua casa, em Grândola, vila no distrito de Setúbal, em Portugal, publicou uma homenagem ao marido na noite desta segunda-feira. 

Grávida de cinco meses, ela estava na companhia dele quando três pessoas invadiram o imóvel, na madrugada deste domingo. Após a amarrarem, os criminosos efetuaram três disparos contra Alisson.

Segundo o jornal português JN, a Polícia Judiciária está responsável pelas investigações e considera a possibilidade de Alisson ter sido confundido e morto por engano. Dois tiros o teriam atingido no tórax, e outro nas costas. Foi a mulher da vítima quem ligou para a emergência logo após a fuga dos criminosos. Ela teve ferimentos leves. Os suspeitos ainda não foram localizados.

Alisson trabalhava, há anos, em um hotel na região da Comporta. A mulher tem um salão de beleza com o irmão, e, segundo a polícia, não há histórico conhecido de conflito ou inimizades. Além disso, o brasileiro foi militar da Brigada de Infantaria Paraquedista durante sete anos, entre 2007 e 2014, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, compartilhava os passeios e o cotidiano no país que escolheu para viver desde 2018.

Na noite desta segunda-feira, a mulher de Alisson, que também é brasileira, publicou uma homenagem ao marido. “Não consigo raciocinar, continuar a minha vida sem você. Você realmente é minha alma gêmea (…) Extremamente família, parceiro, amigo, companheiro”, escreveu.

Familiares e amigos da vítima também divulgam, desde a segunda-feira, uma vaquinha virtual para realizar o translado do corpo de Alisson para o Brasil, onde será sepultado. “Buscamos um velório digno”, diz o comunicado.


Fonte: O GLOBO