Luiz Henrique e Patrick de Paula dão indícios do que podem fazer quando tiverem recuperado ritmo de jogo

Após os 2 a 0 do Botafogo sobre o Boavista (6 a 0 no placar agregado), no Nilton Santos, era possível ver funcionários do clube orientando os jogadores sobre como se portar na hora de receber a medalha e o troféu da Taça Rio. Não se sabe ao certo se a recomendação era para evitar uma empolgação exagerada ou o contrário: não ser indiferente demais e parecer esnobe. De toda forma, estava claro que a conquista em si era o menos relevante.

Não que ela não tivesse valor algum. O minitorneio não era prêmio de consolação. Valia a quinta vaga do Campeonato Carioca para a Copa do Brasil do ano seguinte. Agora, o Botafogo se junta a outros 18 clubes da Série A que já confirmaram presença na edição 2025 do multimilionário torneio. O único ainda não garantido é o Corinthians, eliminado precocemente do Paulista.

Com a disputa já resolvida no primeiro jogo, Fábio Matias levou a campo atletas que não fazem parte atualmente do time titular. E é aí que se encontra o maior destaque da partida: o retorno de nomes importantes que estavam no departamento médico.

Quem teve mais minutos em campo foi Luiz Henrique. Maior contratação da história do Botafogo, o atacante não jogava desde o clássico com o Volta Redonda, no dia 14 de fevereiro. Atuou por todo o primeiro tempo. Foi a etapa de pior atuação do time, mas não por culpa dele. O badalado reforço foi bastante acionado pelo corredor direito, driblou e deu bons passes. Só que era um dos únicos que não estavam mal em campo. Ainda assim, deu sinais do que pode apresentar quando recuperar o ritmo de jogo. E agora com a mítica camisa 7, vaga desde a saída de Victor Sá:

— Estou feliz com essa camisa 7. Do Garrincha, que fez história com o Botafogo. Eu também quero deixar minha história aqui.

O outro retorno jogou menos, mas garantiu o momento mais emocionante da noite. Depois de 13 meses recuperando-se de múltiplas lesões no joelho esquerdo, Patrick de Paula disputou uma partida pela primeira vez. Entrou aos 23 da etapa final, correu, não evitou disputas e quase deixou seu gol. Ao som do apito final, foi às lágrimas.

Os gols saíram no segundo tempo, quando a equipe de fato se mostrou mais organizada. Aos 3 minutos, Tchê Tchê abriu o placar de pênalti. Aos 11, Kauê ampliou.

O Botafogo agora voltas as atenções para a fase de grupos da Libertadores. Na quarta-feira, recebe o Junior-COL, no que deve ser o último jogo de Fábio Matias no comando. O português Artur Jorge, esperado no Rio nesta terça, pode fazer sua estreia no dia 11, contra a LDU, em Quito-EQU.


Fonte: O GLOBO