É segunda grande interrupção em 10 dias, o que atrapalha pessoas que viajavam para as celebrações de Ano Novo

Pelo menos 14 trens Eurostar, de alta velocidade, que conectam o Reino Unido ao continente europeu através do túnel sob o Canal da Mancha, foram cancelados neste sábado devido a inundações que tornaram as vias intransitáveis perto de Londres. Os cancelamentos, que ocorrem em um dos finais de semana com maior tráfego de passageiros do ano, deixarão milhares de pessoas impedidas de viajar.

"Devido a um problema de infraestrutura na linha de alta velocidade perto de Londres, somos obrigados a cancelar alguns trens de e para Londres", escreveu o grupo Eurostar, que oferece viagens da capital britânica para Paris, Bruxelas e Amsterdã.

A Agência Meteorológica britânica emitiu alertas para chuva, neve e gelo no sábado em grandes áreas do Reino Unido.

Passageiros se reúnem na estação St Pancras, em Londres, nesta quinta-feira (21), enquanto os serviços são interrompidos devido a uma greve no Eurotúnel. — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

Uma "inundação entre as estações de Ebbsfleet International e London Saint Pancras International causou o bloqueio de todas as linhas", explicou o operador de trens britânico Southeastern em sua página da web, acrescentando que "interrupções são esperadas até o final do dia".

Na estação londrina de Saint Pancras, milhares de passageiros aguardavam na manhã de sábado. Alguns estavam sentados em suas malas ou no chão, aguardando informações.

Fotografia tirada em 21 de dezembro de 2023 mostra carros alinhados na entrada do Túnel do Canal da Mancha durante uma greve liderada por funcionários do Eurotunnel em Calais, norte da França. — Foto: BERNARD BARRON / AFP

Em 21 de dezembro, no início das férias de Natal, os passageiros do Eurostar já haviam enfrentado cancelamentos de 30 trens devido a uma greve surpresa que paralisou o tráfego no túnel sob o Canal da Mancha.

A circulação foi retomada apenas no dia seguinte, graças a um acordo alcançado em uma negociação relâmpago entre os sindicatos e a direção do grupo, que é 55,75% de propriedade da empresa ferroviária estatal francesa SNCF.


Fonte: O GLOBO