Presidente da Câmara concede entrevista coletiva, após a aprovação da Reforma Tributária na Câmara

O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que espera finalizar a votação da reforma tributária nesta sexta-feira. Após a aprovação ontem em dois turnos, faltam a votação de quatro destaques ao texto, apresentados pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que todos sejam rejeitados.

- Depois de um dia duro de articulações e a votação concretizada, penso que dá para iniciar um novo ciclo de matérias. Esperamos que a Câmara possa concluir a votação dos destaques agora de manhã, tão logo o quórum seguro seja alcançado - afirmou.

Lira disse esperar que o Senado também aprove o projeto, embora reconheça que mudanças possam ser feitas pela Casa.

- Espero que o Senado trate com um olhar que merece a Casa federativa por certo vai ter tempo para fazer as alterações que são necessárias. A Câmara é uma casa mais eclética, ponto que tem muitas ideologias. O Senado vai ter oportunidade de fazer uma discussão mais pausada, com um olhar mais agudo. Sabemos respeitar e avaliar o texto que deve voltar do Senado - afirmou.

Lira ainda mantém a expectativa de votar nesta sexta-feira o projeto do Carf e o arcabouço fiscal.

- Eu espero votar as pautas econômicas, vamos nos reunir com os líderes para decidir se voltamos hoje Carf e arcabouço. A reunião é para isso, para decidir se vota o Carf e arcabouço. Se nós voltarmos hoje entramos de recesso - disse.

Ligações de Lula e Bolsonaro

Lira disse que recebeu ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira.

- O presidente Lula me ligou hoje de manhã o ministro Haddad me ligou ontem. Ligação foi o que não faltou para parabenizar e saber do ambiente. O clima é de tranquilidade para que nós possamos terminar esse semestre da maior maneira possível - afirmou.

Também explicou que ligou para Bolsonaro:

- Eu liguei para ele ontem, bolsonaro. Fiz uma observação que o governador Tarcísio foi muito correto contra habitação da PEC. E lembrei que a PEC nasceu no governo dele.


Fonte: O GLOBO